Partido Liberal emite nota oficial após homenagem a Lula na Sapucaí

Partido Liberal emite nota oficial após homenagem a Lula na Sapucaí


O Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro e do pré-candidato à presidência e senador Flávio Bolsonaro, divulgou uma nota oficial em que condena o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado recentemente.

Na nota, o partido afirma que o desfile “materializou uma série de ilícitos eleitorais que merecem responsabilização pela Justiça Eleitoral”.

O PL destaca que, embora a escola tivesse anunciado que contaria “uma história pessoal”, na prática promoveu “verdadeiro discurso político de exaltação da imagem do pré-candidato Lula e de inaceitável ataque à imagem de Jair Bolsonaro, presente em diversas alas e alegorias da escola”.

O partido ressalta elementos que reforçam a suposta conotação eleitoral do desfile: “O uso de conhecido jingle de campanha, a menção repetida ao número de urna, a existência de ala com o símbolo do partido, a exploração de promessas de campanha, a exaltação do governo, e o tratamento depreciativo de segmentos da sociedade vinculados à oposição revelam a evidente conotação político-eleitoral da escola”.

Além do financiamento público, o PL afirma que “a própria Presidência da República acionou empresários com contratos e interesses na administração federal, para que doassem dinheiro à escola” e que “o próprio casal presidencial selecionou e convidou os artistas que desfilaram pela escola”, acusando a ação de representar “uma demonstração perigosa de que todo o desfile foi, ao fim e ao cabo, conduzido pela própria máquina da Presidência da República, como instrumento de interferência na disputa eleitoral que se avizinha”.

O partido conclui que o episódio “é inédito, desafia a jurisprudência do TSE firmada em situações de menor gravidade e ensejará a adoção das providências cabíveis”. Leia a íntegra abaixo!

Nota Oficial

O desfile da Acadêmicos de Niterói materializou uma série de ilícitos eleitorais que merecem responsabilização pela Justiça Eleitoral.

Em vez de narrar uma história pessoal, como previamente alardeado, a escola, patrocinada com dinheiro público, promoveu verdadeiro discurso político de exaltação da imagem do pré-candidato Lula e de inaceitável ataque à imagem de Jair Bolsonaro, presente em diversas alas e alegorias da escola, em claro desvio de finalidade, com inequívoca conotação eleitoral e com a indevida construção da narrativa “bem x mal”, que sempre marcou as campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores.

O uso de conhecido jingle de campanha, a menção repetida ao número de urna, a existência de ala com o símbolo do partido, a exploração de promessas de campanha, a exaltação do governo, e o tratamento depreciativo de segmentos da sociedade vinculados à oposição revelam a evidente conotação político-eleitoral da escola, num precedente exótico e inédito.

Para além do financiamento público, agrava o quadro a informação veiculada pela imprensa credenciada de que a própria Presidência da República acionou empresários com contratos e interesses na administração federal, para que doassem dinheiro à escola. Há também a informação de que o próprio casal presidencial selecionou e convidou os artistas que desfilaram pela escola, numa demonstração perigosa de que todo o desfile foi, ao fim e ao cabo, conduzido pela própria máquina da Presidência da República, como instrumento de interferência na disputa eleitoral que se avizinha.

O quadro é inédito, desafia a jurisprudência do "TSE firmada em situações de menor gravidade e ensejará a adoção das providências cabíveis.”

Fonte: Direita Online

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